A JR tomou parte num ato que contou com a participação de cerca de 150 pessoas em frente ao STF, onde estava programada a votação de um recurso da OAB que questionava a interpretação do STF sobre a Lei da Anistia, que tem protegido os assassinos e torturadores do Regime Militar. A manifestação contou com a participação de várias organizações de juventude como Levante, UJS, JPT, além de outras organizações políticas como o MST e Consulta Popular e entidades estudantis como a UNE e a UBES.

O julgamento do processo encaminhado pela OAB no STF foi adiado, mas o ato foi mantido. Mas independente do resultado do julgamento a JR-IRJ defende que seja desenvolvida uma verdadeira campanha impulsionada pelas organizações de juventude para que sejam punidos todos os militares que cometeram crimes de assassinato, tortura além das diversas perseguições políticas e demissões.

Afinal não temos ilusão no STF e outras instituições políticas herdadas da ditadura militar, que não foram sequer passadas a limpo depois do fim do regime militar. Se o STF continua a proteger os criminosos do período da ditadura, o povo deve buscar a punição desses criminosos, mesmo que para isso seja necessário discutir a convocação de uma Assembleia Constituinte Soberana, onde o povo tenha poder de reconstruir suas instituições e decidir seus rumos políticos e poder julgar e punir os criminosos que mataram aqueles que lutaram na ditadura militar contra o sistema capitalista.

Não aceitamos que continuem impunes todos aqueles que mataram jovens como Edson Luis no restaurante Calabouço do Rio em 28 de março de 68 ou que desapareceram com Honestino Guimarães, último presidente da UNE na ilegalidade antes da dispersão da entidade no final depois do AI5.

Precisamos organizar uma reunião com as organizações de juventude em cada cidade e estado do país para desenvolver uma campanha nacional para que os crimes da ditadura tenham punição.

 

Marcius Siddartha, militante da JR-IRJ

Jovens se manifestam pela punição dos crimes da ditadura militar em frente ao STF!

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