Em 14 de junho, aconteceu a comemoração do primeiro ano do CBV (Comitê Baiano pela Verdade). O CBV foi criado em 30 de maio de 2011, com o objetivo de pressionar a aprovação do projeto de lei que cria a Comissão Nacional da Verdade; e mobilizar para que a sociedade exija que a Comissão da Verdade cumpra seu papel de investigar e listar os crimes ocorridos no período da Ditadura Militar.

Com a presença de entidades que impulsionam a construção do CBV, Joviniano Soares (Grupo Tortura Nunca Mais – BA), Sara Mercês (Ordem dos Advogados do Brasil – Sessão Bahia), Ivan Braga (Centro de Estudos Victor Meyer), Pe. José Carlos Silva (Ação Social Arquidiocesana), José Carlos Zanetti (Coordenadoria Ecumênica de Serviço), e de militantes torturados, como o Deputado Federal Emiliano José (PT – BA) e o médico Carlos Valadares, a entidade buscou apresentar depoimentos destes militantes para impulsionar a Comissão Nacional da Verdade, e fazer com que de fato os crimes e criminosos da Ditadura sejam investigados e listados.

A Juventude Revolução/IRJ esteve lá colocando e em sua intervenção discutiu o papel desta Comissão, que desde que embora aprovada por Dilma e mesmo sendo um  avanço, tem limites, pois não tem poder de punição. O que coloca a necessidade d mais ampla unidade para exigir a punição destes torturadores e criminosos da ditadura para dar uma resposta às famílias dos torturados e à sociedade.

Não há democracia sem verdade, e não há verdade sem justiça!

É necessário limpar a nossa sociedade das amarras deste brutal processo, que até hoje se expressa através das instituições construídas pela Ditadura, como é a polícia militarizada, e suas consequências, como o genocídio da juventude negra nas periferias das cidades e o ataque à juventude e suas representações e entidades.

Nesse sentido, as entidades e organizações de juventude que pautam a punição dos torturadores precisam unificar suas ações para pressionar o governo Dilma a punir os torturadores e assassinos. Como foi dito pelo deputado Emiliano “Só há um lado nesta guerra, e não dois como tentam mostrar!” ou mesmo como a resolução aprovado no recente 7º Congresso dos Estudantes da UFBA, onde foi criado um comitê pela memoria, verdade e justiça que organizará escrachos, rebatizmos de ruas com nome de torturadores dentre outras ações.

Apenas retirando toda a poeira de debaixo do tapete, trazendo á tona todos os crimes e criminosos, é que haverá respeito á memória dos militantes que foram mortos por lutarem por uma sociedade contra a ditadura militar, e a verdade sobre tais fatos!

E só haverá verdade se houver justiça, o que precisa ser feito punindo os torturadores e assassinos da Ditadura e acabando com todos os seus resquícios de existência!

Clara Lima, militante da Juventude Revolução/IRJ, Salvador/BA.

JR-BA participa da reunião que marcou o primeiro ano do Comitê Baiano pela Verdade e defende a punição dos torturadores e assassinos da Ditadura Militar!

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