No dia 06 de setembro aconteceu no auditório do Museu da Imprensa Nacional o ato de lançamento da campanha “Universidade Distrital Já!” que foi convocado pelo Sinpro-DF, UMES Gama, SAE, CUT-DF e UBES, e teve cerca de trezentos estudantes presentes, a maioria convocados pela JR-IRJ.

Foram feitas várias intervenções falando sobre a necessidade de mais vagas nas universidades públicas e a criação de uma Universidade Distrital, já que no DF só existe a Universidade de Brasília que não consegue atender as demandas dos estudantes e a maior parte de suas vagas são ocupadas por estudantes vindos de escolas particulares enquanto os jovens que saem das escolas públicas tem que trabalhar em empregos precários para poder estudar ou ficam  desempregados, muitos destruídos por meio das drogas e sem nenhuma expectativa de um futuro.

A JR está na luta por uma universidade distrital há algum tempo. Em abril de 2011 participamos da mesa na audiência pública na Câmara Legislativa sobre a necessidade da criação da universidade distrital e isso mostra que a falta de acesso ao ensino publico superior é um problema antigo que o DF enfrenta, sendo ele um dos únicos três estados no Brasil que não possui uma instituição de ensino superior financiada pelo governo estadual e é por isso que estamos organizando um ato que acontecerá em frente ao Palácio do Buriti em Outubro.

Durante a atividade a JR distribuiu panfletos entre os presentes, cobrando vagas para todos, o fim do vestibular e defendendo a imediata criação da Universidade Distrital por parte do Governo Agnelo.

Defendemos o fim do vestibular porque ele não avalia quem tem condições de entrar nas universidades e só privilegia os estudantes de escolas particulares que são os que têm melhores condições de pagar cursos preparatórios.

 O diretor de Movimentos Sociais da UBES, Jhonatan Lucas, criticou a ausência do Governador Agnelo Queiroz e do Secretário de Educação Denilson Bento que nunca aparecem nas atividades onde os estudantes comparecem em massa e parecem ter medo dos estudantes e de suas reivindicações. Ressaltou também sobre o dinheiro que o Estado deixa de arrecadar por causa da isenção de impostos que universidades privadas têm por fazer parte do Prouni que não resolve o problema dos estudantes e fazem com que as verbas não cheguem às escolas públicas.

Um militante da JR e estudante da UnB explicou que além da luta pelo acesso à universidade pública também é preciso garantir a assistência estudantil para que o estudante possa permanecer na universidade até o fim do seu curso. Ele falou também que quase metade do orçamento público vai para pagamento dos juros da dívida pública e que é preciso de outra política que garanta o fim do superávit primário para ter mais recursos para o ensino público, com verba pública apenas para a educação pública.

Diante do fato de que o Governo Agnelo não tem mostrado vontade política para contribuir com a ampliação do acesso ao ensino público superior e tem contrariado o mandato dado pelo povo trabalhador e pela juventude a tarefa da JR é mobilizar, ir às ruas e continuar exigindo do governo que foi eleito pelos estudantes e trabalhadores o atendimento das reivindicações.

Nós que estivemos presentes na greve dos professores contamos com o apoio deles para lutar por essa bandeira que visa o fortalecimento do ensino público e a defesa do futuro da maioria dos estudantes do ensino médio público que ficam fora das universidades públicas.

A Juventude Revolução seguirá na linha de frente para defender esta causa!

Natália Botelho, militante do núcleo da UnB da Juventude Revolução-IRJ

JR mobiliza para o ato de lançamento da Campanha “Universidade Distrital Já!”

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