A festa é dos CAs! Nenhum centavo aos produtores privados nas festas do ME!

A gestão da Aliança pela Liberdade à frente do DCE da UnB trouxe muitas novidades para a tradicional festa da Calourada. A primeira e mais chocante delas é a privatização do evento: dessa vez, a Calourada será organizada, planejada e bancada por uma empresa privada, chamada Vaca Produções. A empresa, organizada por alunos do curso de Direito, apresentou aos membros dos CAs um projeto fechado de festa, cujo orçamento inicial é de cerca de R$ 160 mil, a ser bancado pela empresa. Questionado sobre o método de escolha do grupo, o DCE disse apenas que escolheu “o melhor projeto” dentre vários apresentados. As somas envolvidas são vultuosas e os critérios, vagos.
Pela acerto feito com o DCE, o grupo “Vaca” ficará com 55% dos resultados da festa, apesar de se utilizar do nome da entidade e da legitimidade do Movimento Estudantil para promover um evento que tem como finalidade última o lucro privado, e não o financiamento do movimento estudantil!
Na terça-feira (03), o DCE convocou uma reunião do Conselho de Entidades de Base (CEB), para deliberar sobre a divisão dos lucros da festa. Aí é que veio a segunda novidade: usando-se do direito estatutário do voto de minerva, o DCE decidiu alterar uma tradição de anos da Calourada, reservando-se 20% dos resultados. Os outros 20% serão divididos entre todos os CAs. Anteriormente, todo o resultado era dividido entre CAs e DCE igualmente, e este recebia como um CA qualquer, pois sempre entendeu-se que a Calourada era uma festa dos CAs. Agora, não mais: a Calourada desse ano beneficiará principalmente os amigos da Aliança pela Liberdade.
Campus UnB
Em nota sobre o CEB da última terça-feira, o DCE disse que a questão da porcentagem destinada à “Vaca” não foi sequer questionada, e que se houve encaminhamento sobre isso, ele não pode ser ouvido dada a baderna que se instalou na reunião. De fato, foi um erro grave a postura de certos grupos que, embora fazendo oposição à atual gestão, trabalharam para tumultuar e “implodir” o CEB, não permitindo que a questão fosse colocada.  O DCE tem a obrigação de por em questão e de permitir a deliberação sobre o modelo de festa a ser adotado, e sobre a porcentagem destinada ao grupo privado! A decisão de destinar 55% dos resultados à “Vaca” partiu de um acordo a portas fechadas da Aliança com seus amigos!
A Calourada deve servir para o financiamento exclusivo do Movimento Estudantil, e não para gerar lucros para amigos privados da gestão!
André Shalders, militante da JR-IRJ na UnB
UnB: Não à privatização da Calourada!

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