Mobilização de moradores conquista bolsa e testagem na UFG

Uma iniciativa independente no movimento estudantil da universidade ganhou adesão nas casas estudantis e arrancou as primeiras vitórias, para saber mais conversamos com Veronica, estudante de Ciências Sociais na UFG, bolsista e moradora, e militante da JRdoPT Goiás.  

JR: Os moradores da CEU 5 (unidade de moradia estudantil) adotaram uma carta de reivindicações à reitoria e realizaram um ato presencial pra cobrar as demandas. Quais as principais demandas do movimento?

Verônica: Realizamos uma importante assembleia presencial de moradores da CEU 5 para compor uma carta de reivindicações e decidimos por entregá-la em ato presencial. Denunciamos a gravíssima situação socioeconômica e de vulnerabilidade, dentro pior momento da Pandemia de COVID19 à que estão expostos os estudantes bolsistas e moradores das Casas dos Estudantes Universitários UFG.  Exigimos a revogação das portarias que cortaram as bolsas alimentação, canguru, moradia e emergencial; a testagem em massa e regular em todos os moradores; e o aumento da capacidade da Internet de todas as CEUs, para garantir acesso de todos ao ensino remoto. Nos dias que seguiram ao ato fomos notificados do atendimento parcial de duas reivindicações: a ampliação dos critérios para a bolsa canguru e a realização da testagem dos moradores agora no mês de abril. A luta continua exigindo a reversão do corte de bolsas e aplicação da testagem regular para rastreio e controle do coronavírus nas CEUs.

JR: Essa luta reage contra uma série de medidas da reitoria, em especial os cortes de bolsa estudantil. Como os estudantes podem responder a essas medidas?

Verônica: Foi com muita luta que tivemos essas primeiras conquistas! Quanto mais amplo for o movimento exigindo a reversão dos cortes de bolsa estudantil mais força teremos pra reverter as portarias. É preciso organizar reuniões e assembléias, mesmo que em plataformas digitais, para discutir essas medidas com o conjunto dos estudantes e organizar a mobilização. É possível organizar atos presenciais, ainda que em número reduzido com distanciamento e equipamentos de proteção, para entregar as reivindicações e pressionar. Aqueles que estão distantes ou estão impedidos de participar podem contribuir também, dando publicidade às pautas nas aulas remotas, participando de ações virtuais, etc.

JR: O que as entidades estudantis podem fazer pra fortalecer essa luta?

Verônica: Após a realização do ato dos moradores da CEU 5 com a entrega da carta o DCE UFG chamou uma reunião conosco para realizar “escuta e encaminhamentos” sobre as Casas. Mas ao chegarmos na reunião descobrimos que a PRAE também fora convidada, ou seja, foi mais um espaço pra explicar a necessidade dos cortes alegando falta de verba. Esse tem sido o comportamento da reitoria, a qual o DCE infelizmente acompanha. É necessária a mais ampla unidade contra os cortes na educação, mas como faremos isso se a atual reitoria replica e antecipa a política do governo genocida cortando nossas bolsas? As entidades estudantis devem apoiar a ampliar essa luta, afinal a assistência estudantil afeta todos os estudantes. A partir da luta dos Ceusianos e bolsistas é possível acender a chama do movimento estudantil nessa hora onde tanto precisamos defender nossa educação pública e de qualidade frente aos ataques do governo Bolsonaro genocida.

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