Nota da JRdoPT sobre o caso de repressão ao baile Funk em Paraisópolis: É preciso dar um basta na violência policial, na política de extermínio da juventude negra e pobre! Fim da Polícia Militar!

Na madrugada do último domingo, 01/12, mais um caso registrado de brutal violência policial contra a juventude negra e pobre. O tradicional Baile da 17, que acontece na favela de Paraisópolis, na capital de São Paulo, foi violentamente reprimido pela polícia militar do Governador João Doria (PSDB). 9 mortos, muitos feridos em sua grande maioria jovens.

Fato é que a violência policial contra a juventude negra e pobre é parte fundamental da política de extermínio dos jovens negros no Brasil: não só mata, como impede que tenham acesso à cultura, lazer e vivências, encarceram como no caso do DJ Renan da Penha, criminalizando a cultura dos bailes funk. A JRdoPT repudia o ato de violência praticado por parte da PM-SP e se solidariza com os familiares das 9 jovens que tiveram suas vidas ceifadas.

As imagens registradas pelos moradores, os relatos das vítimas e seus familiares são estarrecedoras. As PMs desde sua origem, foram um instrumento criado na ditadura militar, em 1969, de repressão e violação dos direitos fundamentais do povo oprimido brasileiro, que aprofunda um Estado de Exceção que sempre foi a regra do jogo para essa camada da classe trabalhadora.

É preciso lutar e mudar essa realidade. Não somente exigimos justiça, bem como apontamos a necessidade do FIM DA POLÍCIA MILITAR, desmilitarizar a polícia para o povo dizer como o sistema segurança pública precisa funcionar. É urgente dar um fim do autoritarismo crescente no nosso país, que ações como essas comprovam seu aprofundamento. Exigir o fim das PMs perpassa por combater até o fim o pacote genocida “anti-crime” de Sérgio Moro e Bolsonaro, que somente aprofundará os casos de violência policial e dará aos policiais licença pra matar. Uma Assembleia Constituinte Soberana é a ferramenta para dar voz ao povo dizer qual a forma e o conteúdo das instituições que serão responsáveis pelo modelo de segurança e atender tantas outras reivindicações populares.

Basta de violência policial e de genocídio da juventude negra! A polícia militar precisa acabar.

Toda solidariedade a Paraisópolis!
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