O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou o aumento das tarifas do transporte público, passando de R$ 3,40 para R$ 3,75.

O aumento está muito acima da inflação e do reajuste do salário mínimo – que no governo Bolsonaro teve o menor reajuste dos últimos 24 anos. Um verdadeiro terrorismo contra os que mais dependem e já trabalham em média quase 03 meses do ano só para pagar transporte coletivo. Sem falar na restrição que isso causa aos jovens quando se trata de direito a lazer, cultura, diversão e arte!

Além de desculpas relacionadas a “crises”, “dívidas” e “gastos”, as justificativas variam entre “assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato” e “melhorar a qualidade dos transportes”. Isso quando não tentam jogar nas costas dos motoristas e cobradores que batalham por salários mais justos. Mas a verdade é que não há transparência nos “cálculos” nem fica claro qual o percentual de lucro dos empresários. Entra e sai governo, não há melhoria no transporte e só aumenta o preço a ser pago pelo nosso direito de ir e vir.

A juventude e o trabalhador pagam duas vezes: a manutenção da taxa de lucro das empresas privadas é repassada de maneira direta (pelo valor da tarifa) e indireta com o poder público bancando através de um subsídio (antes de R$ 0,60 e agora de R$ 1,06 por passagem).

A JUVENTUDE NÃO ENGOLE ESSE ATAQUE

Contra esse aumento abusivo, no dia 18 de janeiro, CAs e DAs da UFES assinaram um documento exigindo que o DCE assumisse seu papel, organizando a mobilização em conjunto com sindicatos (chamando os rodoviários, os professores, etc) e movimentos sociais da sociedade capixaba, para barrar este retrocesso, agitando um grande ato de rua que se dirija ao poder executivo para pautar a revogação do aumento da tarifa.

Mas, sem atender ao pedido das entidades de base, representantes do DCE optaram por submeter a organização do ato a uma “assembleia ampla”, sem a direção das entidades. Resultado: sem a devida organização e mobilização não estiveram presentes mais que 40 jovens.

A Juventude Revolução do PT participou e, com panfleto próprio, nos colocamos contra substituir a palavra de ordem popular de “Contra o Aumento” por “Auditoria do Transporte”, como fizeram. Evidente que falta transparência, mas foram justamente auditorias feitas pelo governo e empresas que concluíram a “necessidade” deste aumento!

A condição para uma luta consequente continua sendo, para nós, que as entidades assumam o seu papel de dirigir e organizar esta batalha, pois são elas capazes de mobilizar amplos setores da população.

Revogação do aumento da tarifa JÁ!
Em defesa do Passe Livre Estudantil!

João Guilherme, militante da JR no ES e Brenda Melo, Conselho Nacional

Estudantes se mobilizam para barrar aumento da tarifa no Espírito Santo

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